| 1 x de R$85,00 sem juros | Total R$85,00 | |
| 2 x de R$42,50 sem juros | Total R$85,00 | |
| 3 x de R$28,33 sem juros | Total R$85,00 | |
| 4 x de R$21,25 sem juros | Total R$85,00 | |
| 5 x de R$17,00 sem juros | Total R$85,00 | |
| 6 x de R$14,17 sem juros | Total R$85,00 | |
| 7 x de R$12,14 sem juros | Total R$85,00 | |
| 8 x de R$10,63 sem juros | Total R$85,00 | |
| 9 x de R$9,44 sem juros | Total R$85,00 | |
| 10 x de R$8,50 sem juros | Total R$85,00 |
O programa de Marburgo" (1882), de Franz von Liszt, propõe uma superação histórica da disputa entre as teorias absolutas (retribuição) e relativas (prevenção) da pena. Através de uma perspetiva evolucionista, Liszt demonstra que a pena surge como reação instintiva e necessária da sociedade contra perturbações das suas condições de vida. Com a evolução civilizacional, esta reação cega objetiva-se e incorpora progressivamente a ideia de fim, transformando-se em proteção consciente de bens jurídicos. Desta conceção resulta que a justa medida da pena não pode derivar de princípios metafísicos, mas apenas da necessidade de proteção da sociedade. Liszt propõe, então, uma classificação dos criminosos em três categorias: os incorrigíveis (neutralização), os necessitados de melhoria (correção) e os não necessitados de melhoria (intimidação), defendendo a individualização da pena em função das características do delinquente. A obra funda a Política Criminal como disciplina autónoma e exerceu influência determinante nas reformas penais europeias do século XX.
